Guia prático · 5 min de leitura

PDF pesado demais para protocolar: como reduzir sem perder qualidade

Poucas coisas irritam mais na hora do protocolo do que o sistema recusar o arquivo por tamanho. O conteúdo está certo, a ordem está certa — mas o PDF passou do limite do tribunal, e o relógio não para.

Antes de sair recomprimindo tudo às pressas, vale entender por que o arquivo ficou pesado e qual é, afinal, o limite que você precisa respeitar. As duas respostas mudam a solução — e a segunda quase ninguém publica com clareza.

De onde vem o peso

Quase sempre o peso está nas imagens, não no texto:

PDF de texto nativo (gerado do Word, por exemplo) costuma ser leve. O vilão é a imagem.

Como reduzir sem estragar o documento

A regra é cortar o excesso invisível, não a legibilidade:

O alvo é sempre o mesmo: o menor arquivo em que o documento ainda se lê com clareza. Comprimir além disso é trocar um problema (tamanho) por outro pior (uma prova ilegível).

Qual é o limite, afinal? Depende do tribunal

Aqui está o detalhe que confunde todo mundo: não existe um tamanho máximo nacional único. O limite que importa é o por arquivo, e ele pertence ao tribunal — mais precisamente, ao sistema que ele usa (PJe, eproc, e-SAJ, Projudi). O Conselho Nacional de Justiça, na Resolução 185/2013, não fixou um teto nacional: garantiu apenas um piso de 1,5 MB que todo PJe precisa aceitar e delegou o teto a cada tribunal. Por isso um mesmo PDF de 8 MB passa num tribunal e é recusado no vizinho.

O retrato abaixo é de meados de 2026, a partir das normas e manuais oficiais de cada sistema:

SistemaLimite por arquivoQuem usa
PJe (genérico) 1,5 MB pisoteto por tribunal, 5 a 20 MB Maioria dos TJs estaduais, TRF1/3/5
PJe (Trabalho) 10 MB TST + 24 TRTs
PJe (Eleitoral) 10 MB TSE + 27 TREs
eproc 11 MBTRF2 = 5 MB TRF2/4/6, TJSC, TJRS, TJTO + migrações
e-SAJ / SAJ parametrizávelTJSP 30 MB · TJAC 3 MB TJSP, TJMS, TJAL, TJCE
Projudi 4 a 6 MBTJPR 4 · TJGO 6 TJPR, TJAM, TJRR, TJGO
Tribunais superiores 10 MB STF, STJ, STM (STJ: lote de 30 arquivos)

Retrato de meados de 2026, das fontes oficiais. Há uma onda de migração de sistemas em curso (2025–2026), e o número por arquivo de vários TJs em PJe não é publicado no portal — nesses casos o padrão do sistema costuma ser cerca de 10 MB. Confirme no tribunal de destino antes de contar com a folga.

Os mais apertados

Se você atua nestes, o espaço é curto e a compressão precisa ser mais agressiva — ou o arquivo terá de ser dividido: PJe no piso de 1,5 MB, TJAC (e-SAJ) 3 MB, TJPR (Projudi) 4 MB, TRF2 e TRF5 5 MB, TJGO (Projudi) 6 MB. Do outro lado, TJSP (30 MB) e TRF1 (20 MB) dão folga larga.

Uma regra de bolso que funciona quando você não tem certeza do destino: mire em 3 MB por arquivo. Cobre cerca de 95% dos tribunais. Se quiser a garantia jurídica que vale em qualquer PJe do país, 1,5 MB — o piso da Resolução CNJ 185/2013.

Não é só o tamanho: o nome do arquivo também barra

Um detalhe que pega muita gente desprevenida, porque o erro não fala de tamanho: alguns sistemas rejeitam o arquivo pelo nome. O eproc do TJRS e o do STM não aceitam hífen, sublinhado, espaço nem acento no nome do arquivo. Ou seja, um "01 - Petição inicial.pdf" perfeitamente dentro do limite de MB pode ser barrado só por causa do "-", do espaço e do "ç". Nesses tribunais, um nome seguro é algo como "01 Peticao inicial.pdf", sem os caracteres proibidos.

Há ainda o limite por página, que vive à sombra do limite total: TJSP aceita cerca de 300 KB por página, TJMS 400 KB, TJAC 250 KB. Um arquivo pode estar dentro do total e ainda assim ser recusado porque uma página escaneada em alta resolução estourou o teto por página. A cura é a mesma — baixar a resolução da imagem daquela página.

Quando nem comprimir resolve

Alguns documentos são grandes por natureza — um processo administrativo de centenas de páginas, um laudo com muitas imagens. Se, mesmo comprimido, o arquivo não cabe no limite por arquivo do tribunal, a saída é dividir: quebrar por fronteira de página em partes que caibam, cada uma nomeada em sequência (Parte 1, Parte 2…), mantendo a ordem. Todos os sistemas aceitam vários arquivos, então dividir é seguro — o incômodo é fazê-lo à mão, arquivo por arquivo, com o prazo em cima.

Se o que está grande é uma junção de frente e verso ou de vários prints, às vezes o problema nem é comprimir: é que imagens soltas foram empilhadas sem necessidade. Vale conferir antes.

O atalho que custa caro: o site grátis

A primeira reação ao "arquivo excede o tamanho máximo" é procurar um compressor online gratuito. Funciona — mas repare no que acontece: o documento do seu cliente, muitas vezes a peça mais sensível do caso, é enviado ao servidor de um terceiro, quase sempre fora do Brasil, sob termos que variam de "apagamos em poucas horas" a nada declarado. Algumas dessas ferramentas até publicam prazo de retenção; outras, não — e, pela LGPD, quem responde pelo caminho do dado é você. Comparamos o que cada uma declara em para onde vai o documento no conversor grátis.

O ORDIR faz esse ajuste sozinho: identifica o tribunal de destino pelo endereçamento da própria petição, adequa cada arquivo ao limite daquele sistema e, quando um documento é grande demais, comprime e divide na medida certa — mantendo a ordem e sem você abrir um editor de PDF no meio do prazo. Dá para testar com um caso de exemplo, sem cadastro.

Perguntas frequentes

Qual o tamanho máximo de PDF para protocolar no PJe?

Não há um número nacional único. A Resolução CNJ 185/2013 garante um piso de 1,5 MB que todo PJe precisa aceitar, mas cada tribunal define o próprio teto — que costuma variar de 5 a 20 MB. Na Justiça do Trabalho (PJe-JT) e na Eleitoral, o limite é uniforme: 10 MB por arquivo. Este é o retrato de meados de 2026 e há uma onda de migração de sistemas em curso, então confirme no portal do tribunal de destino.

Qual o limite de tamanho de arquivo no eproc?

No eproc, o limite por arquivo costuma ser 11 MB, com o TRF2 como exceção conhecida a 5 MB. Usam eproc o TRF2, TRF4 e TRF6 e tribunais estaduais como TJSC, TJRS e TJTO, além de outros que estão migrando para ele em 2025 e 2026. Como os números mudam por versão do sistema, vale confirmar no manual do tribunal.

Como comprimir um PDF sem perder qualidade?

O peso quase sempre está nas imagens, não no texto. Reduza a resolução de escaneados e fotos para a faixa de 200 a 300 DPI — acima disso o olho não aproveita e o arquivo só engorda —, prefira uma compressão que preserve o texto legível e remova páginas em branco e duplicatas. O alvo é o menor arquivo em que o documento ainda se lê com clareza; comprimir além disso troca um problema de tamanho por uma prova ilegível.

O sistema rejeitou meu arquivo mesmo dentro do limite de MB. Por quê?

Tamanho total não é o único critério. O eproc do TJRS e o do STM, por exemplo, rejeitam nomes de arquivo com hífen, sublinhado, espaço ou acento — então "Petição inicial.pdf" pode ser barrado por causa do nome, não do peso. Há também limite por página em alguns tribunais (TJSP cerca de 300 KB, TJMS 400 KB, TJAC 250 KB por página). Vale checar o nome e o peso por página, não apenas o tamanho total.

E se o arquivo não couber nem depois de comprimir?

Aí a saída é dividir por fronteira de página em partes que caibam, cada uma nomeada em sequência (Parte 1, Parte 2 e assim por diante), preservando a ordem de leitura. Todos os sistemas de protocolo aceitam vários arquivos, então dividir é seguro — o custo é o trabalho manual quando isso é feito peça por peça com o prazo correndo.

O ORDIR automatiza esse método

Do jeito que o caso chega ao pacote pronto para protocolar

Você solta os arquivos como chegaram e recebe o pacote padronizado, na ordem certa, conferido — com a sua revisão antes do envio.

Conhecer o ORDIR